Samba de Gafieira

Originou-se na África, sendo levado à Bahia pelos escravos que trabalhavam nas plantações de cana-de-açúcar. De natureza ritualística, passou rapidamente a ser dança nacional. Duas correntes separavam o samba, após sua chegada e permanência no Rio de Janeiro, no séc. IX; a que subiu o morro e deu origem às Escolas de Samba, e a dançada ao ar livre, sob influência do Maxixe, originando o samba dançado a dois (enlaçado), o Samba de Gafieira ou de Salão (gafieira é o local, o salão onde se dança o Samba). Da ruas para os salões, não era bem visto pela sociedade da época, por não corresponder a moral e bons costumes (as pessoas que faziam sambas nas ruas, eram perseguidas e presas, assim como quem dançava). Sua ascensão se deu a partir da década de 40, em meio a decadência do Maxixe, e o surgimento de escolas de danças de salão e competições de dança do mesmo estilo. Desde então, surgiram outras versões do Samba, que não só o Partido Alto e o Samba de Roda, o Samba Rasgado, Samba de Breque, Samba Canção (lento), Samba Swing (gingado), Samba Funk, Samba Bolerado e outros. Essas inúmeras versões do Samba deram origem a variações, passos e movimentações no modo de dançar o Samba, sofrendo assim influência de outros ritmos, como acontecerá na música,tais como o Bolero, o Mambo, entre outros. De qualquer forma, ao dançar-se o Samba de Gafieira ou uma de suas variações, nos salões deve-se respeitar a movimentação no sentido anti-horário, não parar no meio da pista, entrar na pista com cuidado para não esbarrar em outras pessoas, não trocar de parceiro(a) durante a dança, nem fazer passos acrobáticos.